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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Pílula que previne HIV chega a três cidades de Goiás no próximo semestre

Goiânia, Aparecida e Anápolis estão entre os municípios que irão participar da segunda fase de implementação da PrEP 

Por Matheus Monteiro/Opção
O Sistema Único de Saúde (SUS) começou no final de 2017 a distribuição da pílula preventiva contra a infecção por HIV, a chamada Profilaxia Pré-Exposição (PrEP). Em Goiás, a previsão é que o remédio seja ofertado ainda no segundo semestre deste ano, em Goiânia, Aparecida e Anápolis.

De acordo com o Ministério da Saúde, ao todo são 16 estados incluídos nesta nova fase de implementação da oferta de PrEP no SUS: Acre, Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Rondônia, Tocantins, Sergipe. Segundo a pasta, já foram realizadas três capacitações, duas virtuais e uma presencial, com os profissionais de Saúde desses estados.

O antirretroviral Truvada como profilaxia pré-exposição (PrEP) é fabricado pela farmacêutica americana Gilead e já é usado há alguns anos no coquetel de tratamento de soropositivos.

A PrEP consiste no consumo diário do medicamento por pessoas que não têm o vírus, mas que estão mais expostas à infecção, como profissionais do sexo, homossexuais, pessoas trans e casais sorodiscordantes (quando apenas um dos parceiros é soropositivo).

A previsão é que 24 novos municípios passem a ofertar a PrEP a partir de julho deste ano. “Os estados é que irão definir, junto com o município, a data de início de implantação do serviço, após organizarem seus processos de trabalho, totalizando 65 locais no país”, afirma o ministério em nota enviada ao Jornal Opção.

PrEP

A implementação da PrEP no SUS teve início em dezembro de 2017 em 11 unidades da federação: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Esses dez estados e o Distrito Federal foram incluídos na primeira etapa por terem participado de estudos demonstrativos sobre PrEP previamente e, assim, já tendo alguma experiência com essa nova tecnologia, além de outros critérios epidemiológicos, como a concentração de casos de HIV/Aids.

A PrEP insere-se como uma estratégia adicional dentro de um conjunto de ações preventivas, denominadas “prevenção combinada”, como forma de potencializar a proteção contra o HIV.  A prevenção combinada inclui: testagem regular; profilaxia pós-exposição ao HIV (PEP); teste durante o pré-natal e tratamento da gestante que vive com o vírus; redução de danos para uso de drogas; testagem e tratamento de outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) e das hepatites virais; uso de preservativo masculino e feminino, além do tratamento para todas as pessoas.

Em entrevista ao Jornal Opção, a médica infectologista Ana Beatrix Ferreira Caixeta explicou que “quando tomado na dose certa, o medicamento combate o vírus na hora em que a pessoa entra em contato, impedindo a infecção de fato, fazendo com que o vírus não se espalhe”. “Com isso, há grandes chances de se diminuir a epidemia da Aids no mundo”, declarou.

De acordo com o ministério, o Brasil é o primeiro País da América Latina a adotar a estratégia como política de saúde pública. Segundo a médica infectologista “é preciso uso contínuo da profilaxia para que faça efeito”. “Não é pra usar só imediatamente antes de se expor”, orientou.

A médica explicou ainda que a Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece um tempo mínimo para que se tenha uma proteção efetiva. “Para a relação anal são sete dias e para a relação vaginal no mínimo 20 dias”, definiu.
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