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quarta-feira, 30 de maio de 2018

“Não saí da vida empresarial para ser coadjuvante”, diz Flávio Rocha

Uma quebra no vício político/ideológico do país (JN)

O pré-candidato do PRB à Presidência da República, Flávio Rocha, participou nesta tarde de uma sabatina com jornalistas da ISTOÉ e ISTOÉ Dinheiro. Rocha, que está no patamar de 1% nas pesquisas, enfatizou que não considera abrir mão de seu projeto e aceitar um cargo de vice-presidente em outra chapa.  “Não saí da minha vida empresarial para ser coadjuvante. Tenho convicção que estarei na frente do bloco de centro daqui a um mês e meio. Os próximos 30 dias serão fundamentais”, disse Rocha. O pré-candidato defendeu também mandato de cinco anos para presidentes da República, sem reeleição.

Questionado sobre os problemas gerados pela greve dos caminhoneiros, Rocha afirmou que a solução definitiva para situações como esta é a privatização da Petrobras. Ao comentar a greve, o pré-candidato relacionou os protestos à ineficiência do Estado. “Chegou a conta do Petrolão. A solução definitiva é submeter o setor essencial de óleo e gás a um choque de eficiência que só a livre concorrência traz. E privatizar a Petrobras. Essa é a medida definitiva para prevenir situações como essa”, disse o pré-candidato.

Ele afirmou ainda que privatizaria outras estatais. “Eletrobrás, Correios, bancos públicos e outras empresas poderiam ser privatizadas. Há cerca de 160 estatais nesta situação. Há um potencial de receita para o Estado de R$ 600 bilhões com essas privatizações”, disse o candidato.

Flávio Rocha defendeu também a reforma da Previdência e regras mais flexíveis para o sistema financeiro. “O atual sistema é um gargalo e impede que chegue ao Brasil a revolução das fintechs. Quando uma delas se destaca, ela é imediatamente neutralizada pelo sistema bancário. Um dos papéis de um novo sistema financeiro é retirar essas barreiras que impedem que empresas de outros países invistam no País”, disse o pré-candidato.

Rocha disse ser contra a pena de morte e o aborto. O candidato defendeu o porte de arma em algumas situações. “A melhor maneira de parar um homem mau armado é um homem bom armado”, disse o candidato. Segundo Rocha, a maioria da população hoje seria a favor de algum tipo de porte de arma.

Rocha disse também ser a favor da redução da maioridade penal para 16 anos. “Há um certo discurso de vitimização do bandido. Se a culpa é de todos, não é de ninguém. Somos contra isso. Precisamos defender quem nos protege”, disse o candidato ao defender mais investimento em segurança.

Com relação a questões relativas ao universo LGBT, o pré-candidato afirmou que “o Estado é laico e nosso governo será laico. Nossa empresa (Riachuelo) é a maior empregadora de transexuais do Brasil . Ser conservador não é ser moralista”.

Rocha afirmou ainda ser contra qualquer tipo de cotas. “Sou a favor da meritocracia. Nada é mais contra a meritocracia do que cotas, de qualquer tipo”, disse.

Corrupção no PRB

Questionado sobre as acusações de corrupção contra Marcos Pereira, presidente do PRB, Rocha disse que sua ligação com o partido se resume ao projeto. “Minha ligação com PRB está em valores fundamentais: emprego e família. Questões pessoais são assunto judiciário”, minimizou. Marcos Pereira é investigado na Lava Jato por supostamente ter aceitado propina das empresas Odebrecht e JBS.
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