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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Como a imprensa portuguesa vê a paralisação dos cominhoneiros

Camionistas param porque "o país tem de abrir os olhos"

Do Diário de Notícias/Portugal
Empresários e profissionais dizem que camiões vão deixar de circular a partir das 08.00 de hoje. Querem melhores condições

"Pagamos impostos altíssimos, combustíveis altíssimos. Por isso, o setor dos transportes vai exigir que seja respeitado." Esta é a base do protesto que os camionistas garantem ir cumprir a partir das 08.00 desta segunda-feira: uma paralisação com "hora e data marcada para começar, mas cujo fim depende das negociações que possam existir", garantiu ao DN Márcio Lopes. E até podem ter dado bons resultados durante a noite, pois o presidente da Associação Nacional de Transportadoras Portuguesas (ANTP) foi convocado ontem para uma reunião, pelas 21.00, com o secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme W. d"Oliveira Martins. Encontro que hoje se deve repetir com os responsáveis da Antram, a maior associação do setor.

O presidente da ANTP foi uma das pessoas que deram voz ao sentimento de injustiça que os profissionais e as empresas filiadas na associação dizem sentir pela situação vivida no setor. "Somos responsáveis por 5% do produto interno bruto e transportamos os restantes 95% [cerca de dez mil milhões num total de 193 mil milhões no ano passado]", acrescentou, lembrando que o preço dos combustíveis não afeta apenas os profissionais. "O país tem de abrir os olhos."

As reivindicações dos camionistas e entidades patronais representados pela ANTP passam pela regulamentação do setor, a indexação do preço dos transportes ao dos combustíveis, melhores condições de trabalho para os motoristas e descontos nas portagens. Além de uma secretaria de Estado dedicada em exclusivo aos transportes.

Protesto começa no Facebook

A união de motoristas e empresas começou a ganhar força na quarta--feira com o arranque de um grupo na rede social Facebook denominado Paralisação de Portugal. Seguiu--se uma reunião, no sábado, em Porto de Mós (Leiria), encontro de onde saiu a decisão de fazer a paralisação que, segundo Ricardo Canelas, um dos mentores do grupo online, seja "ouvida pelo governo de forma a resolver de forma célere as reivindicações". Leia mais
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