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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Reitor da UFG critica intervenção do MEC a curso em Brasília sobre “golpe de 2016”

Disciplina ofertada na UnB gerou controvérsias e será investigada pelo governo federal

Por Matheus Monteiro
O professor Edward Madureira, atual reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), defendeu a existência do curso “Tópicos Especiais em Ciência Política 4: O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”, ofertado pelo professor Luís Felipe Miguel na Universidade de Brasília (UnB).

Em entrevista ao Jornal Opção, o reitor ressaltou que não sabia do teor do nível de intervenção, nem os tópicos do curso, mas criticou a investigação aberta pelo Ministério da Educação (MEC). “Eu acho que o questionamento é absolutamente indevido”, posicionou-se.

A proposta da disciplina provocou turbulência no meio político e MEC pediu que o Ministério Público Federal investigue a matéria. A pasta também encaminhou a mesma solicitação à Advocacia-Geral da União (AGU), ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Controladoria-Geral da União (CGU). O objetivo é apurar se houve ou não improbidade administrativa.

Segundo Edward, que já foi presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), as universidades têm, em sua essência, autonomia de pensamento, de didática, pedagógica e acadêmica.

“A Universidade pode, e deve, colocar para reflexão diferentes formas de encarar determinados fatos no mínimo controversos e que merecem uma reflexão no seu conteúdo e na sua veracidade”, justificou.

De acordo com o sistema da unB, a disciplina está lotada e já tem lista de espera, com 40 estudantes que aguardam desistência para cursar a matéria a ser ministrada a partir de 5 de março.

Questionado sobre a pluralidade ideológica da própria UFG, o reitor foi categórico ao afirmar que não há duvidas sobre a posição da universidade. “Tanto na sala de aula quanto nos eventos realizados damos espaço para opiniões diferentes. Afinal, crescemos a partir disso”, acrescentou.

De acordo com ele, é papel social de todos que seja garantido a “autonomia da universidade e liberdade das pessoas, tanto dos docentes quanto dos discentes”.

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