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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Sem autorização do MEC, dois cursos de medicina funcionam com liminar da Justiça

De acordo com presidente do Cremego, quantidade de cursos e falta de controle federal são desfavoráveis tanto para a Medicina quanto para os pacientes

Por Matheus Monteiro/Opção
Os cursos de medicina da Faculdade Alfredo Nasser (Unifan), que fica em Aparecida de Goiânia, e da Faculdade Morgana Potrich (Famp), que fica em Mineiros, estão funcionando sem autorização do Ministério da Educação (MEC), mas apenas “por força judicial liminar”, conforme indicado no sistema eletrônico da pasta.

Segundo Marcos Elias Moreira, presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Estadual de Goiás (CEE-GO), após definição judicial, caso a liminar seja derrubada, os alunos são transferidos para outras instituições regulamentadas.

De acordo com ele, a autorização de cursos de graduação acontece da seguinte maneira: “O processo federal de educação é responsável pelas universidades federais e instituições particulares. Além disso, o CEE-GO, cuida das instituições municipais e, da Universidade Estadual de Goiás (UEG)”.

Desta forma, os cursos desautorizados no Estado são de responsabilidade do MEC e, por enquanto, como há autorização judicial, os dois cursos têm sua legalidade assegurada.

A questão, segundo Leonardo Mariano Reis, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás, é que a falta de controle do Poder Público Federal e entidades médicas, além do excesso de oferta de cursos, “não é bom para a Medicina e nem para o paciente”.

Novos cursos

Com o curso ofertado em sete universidades – entre públicas e particulares- atualmente, Goiás deve abrir ainda novas graduações a partir do próximo ano. Desta forma, o excesso de profissionais e dificuldade de fiscalização podem ficar ainda mais complicados.

De acordo com Marcos Elias, o MEC pretende, ainda sem data definida, publicar um novo edital para abertura de novos cursos, incluindo Medicina.

Sobre a situação, o presidente do Cremego diz que “é muito complicado abrir escolas demais sem garantir qualidade”. “Você coloca uma quantidade exagerada de profissionais no mercado sem garantir nada para os alunos e nem para quem será atendido”, reclamou.

De acordo com ele, no caso de algumas universidades particulares, “as mensalidades exorbitantes não garantem boas formações”.

A Unifan e a Famp foram procuradas pelo Jornal Opção, mas, até o momento, não responderam às solicitações.
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