Radio Line e Rádio Ideias apresentam, Frequência de Classe 54

Termas de Jataí


Mês de Julho, mês de férias
As águas termais de Jataí te faz muito mais feliz!

domingo, 25 de setembro de 2016

Vitória de Vanderlan Cardoso em Goiânia pode renovar o PMDB e o PSDB para a disputa de 2018

Se retirar Iris Rezende do páreo, enfraquecendo Ronaldo Caiado, o candidato do PSB fortalecerá o novo, Daniel Vilela. 
Se reduzir a estrutura do senador, que perderá o PMDB para o vilelismo, fortalecerá José Eliton, outra força política nova

Cada eleição tem sua história e, portanto, suas especificidades. Mesmo assim, e ainda que os laços por vezes sejam invisíveis sem a lente de aumento da análise, as eleições são conectadas, em maior ou menor proporção. O jogo político articulado em 2016 — como a criação de novas alianças políticas — tem a ver com a disputa de 2018. Os que estão no poder sabem que é preciso ampliar o exército de aliados, com a incorporação de novas forças quantitativas e qualitativas — como Vanderlan Cardoso (PSB) e, quem sabe, Humberto Machado (PMDB), prefeito de Jataí, segunda cidade mais importante do Sudoeste de Goiás —, para tentar superar o desgaste de tantos anos no governo do Estado. Novos nomes, se representam um salto de qualidade, se tornam forças oxigenadoras, ampliando a ideia de que se pode renovar dentro da ordem, quer dizer, a partir do grupo que está no poder (vinte anos em 2018, praticamente uma geração).

Os que não estão no poder tentam, a partir das eleições para prefeito, constituir novas forças para o exercício da política e para disputas futuras. A conexão entre Ronaldo Caiado, do DEM, e Iris Rezende, do PMDB, é uma tentativa de unir forças que antes se atacavam para enfrentar um adversário (ou um postulante que tenha o seu apoio), Marconi Perillo, que não perde eleições desde 1998. Trata-se de uma aliança complicada, porém racional. Sem uma união ampla não se tem como derrotar o grupo criado, unido e solidificado pelo tucano-chefe. Mas há problemas: a aliança entre Ronaldo Caiado e Iris Rezende seria considerável, ou mais considerável, se incorporasse a dupla Maguito Vilela e Daniel Vilela, que, eleitoralmente, são as forças mais respeitadas do PMDB.

Mas retomemos o fio da meada. A eleição de Goiânia deve mexer com o quadro das eleições de 2018 — e em todos os grupos políticos, tanto da situação quanto da oposição.
No caso de vitória de Iris Rezende para prefeito de Goiânia, a aliança liderada pelo PMDB (e seus aliados, como DEM) tende a ganhar nova configuração. Com um orçamento estimado em mais de 400 milhões de reais por mês, a prefeitura da capital é um Estado dentro do Estado. Não se trata de dizer que o prefeito vai usar este dinheiro para fazer campanha. Não é isto que se está sugerindo. O que se está afirmando é que o político que for eleito prefeito da cidade mais rica de Goiás terá poder, tanto político quanto financeiro, para interferir no processo de 2018.

Se Iris for eleito prefeito, o PMDB pode passar por um processo de ruptura de ampla gravidade. Porque o decano peemedebista praticamente já definiu que vai apoiar Ronaldo Caiado para o governo do Estado, em 2018, independentemente da filiação do senador do partido Democratas. Estando no DEM ou no PMDB, Ronaldo Caiado é o nome que o irismo planeja bancar. Por que Iris Rezende prefere o democrata a um peemedebista?

Por três motivos. Primeiro, Iris Rezende considera Ronaldo Caiado como um de seus mais fieis aliados. Segundo, acredita que o democrata é o único que fará uma combate cerrado contra o marconismo, na campanha e, se eleito, no governo. Terceiro, planeja derrotar uma ala do partido que, em sua visão, seria mais marconista do que peemedebista. Trata-se do maguito-vilelismo, que inclui, entre outros, Maguito Vilela, prefeito de Aparecida de Goiânia, e o presidente do PMDB, o deputado Daniel Vilela.

Como é mais visceral, e menos racional — no sentido exclusivo de falta de frieza no manejo das palavras —, a ex-deputada Iris Araújo costuma verbalizar, aos seus aliados, que Maguito Vilela e Daniel Vilela, não sendo iristas, são marconistas. É, por certo, uma visão redutora e estreita das contradições e diferenças políticas. O prefeito e o deputado não são, evidentemente, marconistas, mas também não querem ser definidos como iristas. Por quê? Porque sabem que o irismo recebeu extrema unção e não é um grupo que tem força política estadual. A força política do irismo advinha da força de Iris Rezende. A fragilidade atual de Iris Rezende está levando o irismo à inanição. Leia mais

Nenhum comentário: