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quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Rio Claro, um termômetro que não queremos

Sendo motivo de curiosidade Rio Claro vira "atração" turística devido o seu nível de água. 
A beira de secar, o rio que abastece nossa cidade e boa parte do sudoeste goiano pede socorro.


Por Gideone Rosa
É o que muita gente vem constatando nos últimos tempos. O rio que antes era caudaloso, como diz uma placa na entrada da ponte, agora não passa de um filete de água em proporção ao que era. Para muitos, é motivo até de choro ao verem o rio onde se pescava um peixinho, apesar do perigo de suas correntezas, que já não existe, nos refrescava nos dias de calor e que, também, ainda, mata a nossa sede.

É lamentável o que vem ocorrendo não só com o nosso Rio Claro mas também com os mananciais de água que nascem ou passam por nossa cidade. Já falamos por diversas vezes do assunto aqui no JN mas até o momento nenhuma providência por parte dos políticos foi tomada e de agropecuaristas em favor da preservação destes mananciais.

O que mais deveremos sofrer para tais ações serem efetivadas? Será a desertificação? A secagem por completo de nossos riachos como o Córrego Jataí que devido aos inúmeros criadouros de peixes está também a pedir socorro?

O Córrego Açude sofrendo agressões de toda a natureza, o Córrego da Pulga que atualmente mal enche um de nossos lagos que é símbolo de qualidade de vida e de história, o Parque Ecológico JK. As pequenas nascentes na zona urbana, que foram contadas em mais de 15, com quase todas soterradas pela ganância do ganhar dinheiro a qualquer custo. Sem mencionar, é claro, um projeto arrojado de arborização que Jataí não implantou. A exemplo temos a praça da Catedral que é um horrendo descampado onde nem um mísero "calango" tem onde se abrigar do sol escaldante.

Perguntamos novamente
O que será preciso sofrermos para que uma atitude seja tomada?

Fotos: Del Schinmmunech
Matéria publicada em 21 de outubro de 2014 

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